Comprou Bitcoin. Agora quer transformar uma parte outra vez em dinheiro no seu banco e prefere não ter de carregar o seu passaporte, uma selfie e um comprovativo de morada para o fazer. Este guia percorre todas as formas de levantar sem identificação, quais são seguras e o único erro que faz as pessoas perderem as suas moedas.
Porque é que as pessoas levantam sem KYC
Não há nada de suspeito em querer privacidade sobre o seu próprio dinheiro. Quem levanta desta forma fá-lo normalmente por uma destas razões:
- Privacidade. Não quer um registo permanente a ligar a sua identidade ao seu saldo de Bitcoin e ao seu histórico de transações, guardado numa exchange que pode ser pirateada ou intimada judicialmente.
- Sem conta, ou com uma conta bloqueada. As exchanges bloqueiam e encerram contas a toda a hora, por vezes retendo fundos durante semanas por causa de uma verificação de rotina. Muita gente chega aqui depois de isto lhe ter acontecido.
- Sem acesso. Nem toda a gente tem passaporte, vive num país "suportado" ou consegue passar na verificação de uma exchange. Isso não significa que não deva poder usar o seu próprio dinheiro.
- Rapidez e simplicidade. A verificação pode demorar dias. Uma venda de pessoa para pessoa pode ser feita no tempo que uma transferência bancária leva a ser liquidada.
Nada disto implica esconder o que quer que seja das finanças. Vender de forma privada e declarar as suas mais-valias com honestidade são duas coisas completamente distintas (mais sobre impostos nas FAQ).
As formas de levantar sem identificação, comparadas
Há quatro formas práticas de vender Bitcoin sem KYC. Não são todas iguais.
| Método | Rapidez | Ideal para | Atenção a |
|---|---|---|---|
| Transferência bancária (SEPA, Wise, Revolut, banco dos EUA) | Minutos a 1 dia | A maioria das pessoas. Limpo, rastreável do seu lado, funciona para montantes maiores. | Venda apenas onde as moedas ficam em custódia até o seu pagamento ser liquidado. |
| Custódia de pessoa para pessoa (mercados multisig) | Variável | Quem não quer confiar em nenhuma contraparte. | Pouca liquidez, disputas e lidar com estranhos ao acaso. |
| Dinheiro em pessoa | Imediato | Pequenos montantes, privacidade total. | Segurança do encontro, notas falsas, sem recurso se algo correr mal. |
| Multibanco de Bitcoin (ATM) | Imediato | Montantes muito pequenos, comodidade. | Comissões brutais (muitas vezes 10 a 20 por cento) e cada vez mais com identificação obrigatória. |
Para quase toda a gente, a transferência bancária é a resposta certa: é rápida, funciona para montantes reais e o dinheiro cai num sítio que controla. O dinheiro vivo e os ATM são adequados para trocos, mas caros e desajeitados em maior escala. Os mercados puramente de pessoa para pessoa são seguros no lado da custódia, mas fica por sua conta e risco no que toca a liquidez e disputas.
O único risco que realmente importa
Esqueça o KYC por um instante. Aquilo que verdadeiramente faz as pessoas perderem a sua Bitcoin quando vendem é simples: enviam as moedas antes de estarem protegidas.
A burla é sempre uma versão de "envia-me a Bitcoin e eu pago-te". Envia, o pagamento nunca chega e não há nada que possa fazer. Não interessa quão simpático parecia o comprador nem quão bom era o preço.
O problema com a maioria das opções sem KYC é que não consegue ver a custódia. Pedem-lhe que confie que ela existe. A melhor abordagem é uma custódia que possa verificar por si próprio na blockchain: deposita num endereço público, acompanha-o num explorador de blocos e o pagamento só acontece depois de a sua transferência bancária estar liquidada. Sem necessidade de confiança, apenas de verificação.
Como vender Bitcoin em segurança, passo a passo
Eis o fluxo na Satpeer, que foi construída em torno de custódia verificável para que nunca tenha de dar um salto de fé:
- 1. Escolha o montante e o método de pagamento. Escolha quanto quer vender e como quer ser pago: SEPA, SEPA Instant, Wise, Revolut ou transferência bancária dos EUA. Vê um preço claro e tudo-incluído, fixado no momento em que começa. Sem identificação, sem necessidade de conta.
- 2. Envie a sua Bitcoin para o endereço de custódia. Recebe um endereço de depósito único para a sua encomenda. É público, por isso pode abri-lo num explorador de blocos e ver as suas próprias moedas guardadas em segurança na custódia.
- 3. Introduza os seus dados bancários. Diga-nos para onde enviar o seu dinheiro. Os seus dados só são visíveis para si e permanecem encriptados.
- 4. Receba o pagamento. Assim que o depósito for confirmado, o seu pagamento segue para o seu banco. O SEPA Instant, a Wise e a Revolut costumam chegar em minutos.
O que procurar num serviço sem KYC
Se usar algo que não seja a Satpeer, passe-o primeiro por esta lista de verificação. Um serviço sem KYC de confiança deve cumprir todos os pontos:
- Custódia verificável. Consegue ver o endereço de custódia na blockchain, ou apenas lhe dizem que confie? Se não conseguir verificá-lo, não o use.
- Nada de "enviar primeiro". Um serviço legítimo nunca lhe pede que envie a sua Bitcoin antes de a sua proteção estar assegurada.
- Preços claros e tudo-incluído. A taxa que vê já deve incluir qualquer comissão. Spreads escondidos no fim são um sinal de alarme.
- Apoio a sério. Uma forma de contactar uma pessoa real durante a sua transação, e não uma caixa negra.
- Prémio razoável. Uma oferta que paga muito acima do mercado para comprar a sua Bitcoin é quase sempre uma burla concebida para atrair vendedores. Se parece bom demais, é.
Levantar a partir de um país específico
Os pormenores fiscais e das transferências bancárias diferem de país para país. Estes guias cobrem as regras locais em termos simples, incluindo quanto imposto deve realmente e com que rapidez os euros chegam ao seu banco:
- Levantar Bitcoin na Alemanha — a regra de isenção fiscal ao fim de um ano
- Levantar Bitcoin em França — a taxa fixa de 30% explicada
- Levantar Bitcoin em Espanha — as taxas de rendimentos de poupança e a declaração
- Levantar Bitcoin em Itália — a taxa fixa e as reformas recentes
- Levantar Bitcoin nos Países Baixos — o imposto sobre o património da Box 3
- Levantar Bitcoin em Portugal — a distinção pela detenção de um ano
Perguntas frequentes
É legal vender Bitcoin sem KYC?
Na maioria dos países, vender a sua própria Bitcoin de pessoa para pessoa é legal. O KYC é uma regra que se aplica às exchanges reguladas, não a si enquanto particular que vende as suas próprias moedas. Continua a ser responsável por declarar e pagar qualquer imposto que deva sobre as mais-valias. Se tiver dúvidas sobre as regras do sítio onde vive, consulte um profissional de fiscalidade local.
Tenho de pagar impostos se vender de forma privada?
Vender sem KYC não altera as suas obrigações fiscais. Na maioria dos sítios deve imposto sobre qualquer mais-valia, quer a venda tenha passado por uma exchange, quer não. A privacidade sobre os seus dados e a honestidade para com a sua autoridade fiscal são coisas distintas. Guarde os seus próprios registos.
Quanto tempo demora a receber o pagamento?
O SEPA Instant, a Wise e a Revolut costumam chegar em minutos. As transferências SEPA normais e as transferências bancárias comuns costumam ficar liquidadas dentro de um dia útil. A sua Bitcoin fica em custódia até lá.
O meu dinheiro está seguro durante a transação?
Na Satpeer, a sua Bitcoin fica num endereço de custódia que pode acompanhar na blockchain, e o pagamento só acontece depois de o depósito ser confirmado. Nunca lhe é pedido que envie moedas a um estranho e fique à espera. Essa custódia verificável é a ideia central.
Preciso de criar uma conta?
Não. Pode vender como convidado num único fluxo, sem identificação e sem conta. A conta é opcional e serve apenas para manter todas as suas encomendas registadas num só lugar.
Qual é o montante máximo que posso vender?
São suportados montantes até 10 000 por encomenda, e pode fazer mais ao longo de várias encomendas. Para vendas muito grandes, contacte a equipa e nós tratamos disso.